Messier
Messier

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Duas das crateras de impacto lunares mais incomuns na Lua se encontram a leste do local de pouso da Apollo 11. Messier é uma cratera elíptica incomum com um muito distinto padrão "borboleta" de material ejetado. Perto dela Messier A é, na verdade, uma estrutura complexa chamada de cratera "doublet", ou duas pequenas crateras circulares nas proximidades uma da outra.
Messier e Pickering (ou Messier A como sugerem alguns "reformadores" da nomenclatura lunar) são, talvez, as crateras mais desconcertantes na Lua. Suas formas não são redondas como o padrão usual, seus raios paralelos são mistérios, e as suas origens, obviamente relacionadas têm originado muitas controvérsias.
Será que os raios paralelos implicam a construção inteligente de uma estrada de ferro? Será que um meteoro colidiu com o chão criando uma cratera, formou um túnel e saiu pelo outro lado formando outra cratera?
As idéias mais ridículas são as mais divertidas, mas devemos lembrar que elas foram oferecidas por observadores lunares que se achavam completamente desconcertados por este par de crateras extremamente estranho.
A verdade, ao que parece, também é bastante surpreendente. A resposta foi descoberta por Don Gault, um engenheiro da NASA e cientista, ele e seus colegas usaram uma arma vertical para atirar pequenos projéteis em alvos a altas velocidades de vários quilômetros por segundo. Seu objetivo era estudar a física da formação de crateras de impacto. Depois de terem feito com sucesso experimentos com impactos oblíquos, descobriram que as crateras permanecem relativamente circulares até que o projétil de impacto não seja inferior a 15 graus acima da superfície. Eles foram capazes de reproduzir os formatos não circulares e os padrões estranhos de raios de Messier e Messier A com impactos de menos de 5 graus. Padrões adicionais de raios foram vistos a espalhar-se como asas de borboleta nestes ângulos de impacto extremos.
A origem da Messier A é mais enigmática. É possível que Messier A tenha se formado no mesmo evento de impacto de Messier, mas existem dúvidas sobre a origem destas crateras. Sugestões incluem um impacto perto de uma cratera pré-existente ou um impacto quase simultâneo de dois pequenos pedaços do mesmo projétil que haviam se separado pouco antes de atingir a Lua.
Outra explicação mais fantástica afirma que o projétil entrou em angulo muito baixo pelo leste do Mare Fecunditatis e escavou Messier - repare que seus raios tênues são perpendiculares ao eixo longo da cratera. Parte do projétil ricocheteou para a frente em menor velocidade e formou Messier A cujo raio ficou paralelo a Messier. Mais estranho que a ficção!
Messier e Messier A são características complexas e a investigação geológica da região por exploradores humanos claramente será necessárias para determinar como estas crateras teriam se formado.

Fontes: LPOD/Charles Wood - Apollo Image Archive/Arizona State University
Adaptação: Avani Soares

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