Rimae Sirsalis
Rimae Sirsalis

Quadrante 8

 

 

Julgando pelo que se lê na internet recentemente existe muita confusão e um grande desentendimento sobre os canais, ou ranhuras lunares. Diferentes sites dizem que o Sirsalis Rille, mostrado na imagem abaixo, é um tudo de lava ou um canal de lava, mas alguns também admitem uma confusão que essa feição vulcânica poderia se formar nas terras altas da Lua ao invés de se formar nos mares. A palavra rille (canal ou ranhura) é usada para descrever uma grande variedade de vales que são consideravelmente mais longos do que largos. Canais sinuosos, como o Marius, são tubos de lava vulcânicos e canais. Os lineares, como o Ariadaeus e os concêntricos como o Hippalus são rachaduras tectônicas normalmente associadas com o regime de tensão relacionado com as bacias de impacto. Os canais lineares são interpretados como depressões formadas sobre feixes verticais de magma chamados de diques. Os diques nascem em regiões onde a tensão horizontal é extensional, fazendo com que seja fácil para o dique empurrar para cima as rochas ao redor. O Sirsalis Rille, é um dos maiores canais, ou ranhuras lineares da Lua, com aproximadamente 380 km de comprimento. De acordo com referências bibliográficas, o canal tem uma largura máxima de 3.7 km e uma profundidade média de 230 metros. O que apoia a interpretação deste canal como um dique vulcânico são as medidas magnéticas feitas pelas naves Apollo e Lunar Prospector que revelaram uma grande anomalia linear sobre o dique. O Sirsalis Rille está entre os 8 ou 10 canais aproximadamente radiais à hipotética bacia de impacto Gargantuan que teve seu terço oeste preenchido pelo Oceanus Procellarum. De alguma forma os diques estão relacionados à vasta depressão Gargantuan, mas exatamente como essa relação ocorre ainda é um mistério.
O Canal Sirsalis é fascinante pois além de ser grande em comprimento ele tem um forte campo gravitacional, mas o canal observado na imagem abaixo também pode ser considerado marcante pois ele cai dentro da cratera De Vico A e então escala sua parede. Olhando assim parece que ele surgiu nessa região como um raio. Mas ele surgiu sim graças a forças vindas de baixo, aparentemente um lençol vertical de magma que também provavelmente viajou lateralmente e alimentou a lava para o Oceanus Procellarum. Como o canal não pode flutuar ele é mais baixo no interior da cratera do que em seu anel. O canal então cruza o interior de uma grande cratera sem nome onde sofre um grande desvio. A razão desse desvio é completamente misteriosa, mas uma coisa que é clara é uma série de canais que parecem começar na Sirsalis e se dirigem para a Darwin, onde um forte canal cruza o interior diagonalmente. Os canais as vezes parecem ter vida própria fazendo o que querem fazer. Pelo menos é assim que eles parecem ser quando nós não podemos entender as forças que os criaram.
Fonte: LPOD/Cienctec/Rubens Núcleo de Estudos da Lua
Mosaico obtido a partir de 3 filmes para captar Rimae Sirsalis em grande ampliação.
GSO 12" + QHY 5L + Powermate 4X
Foto em melhor resolução: http://www.astrophotogallery.org/april-2013-solar-system/p11587-rimae-sirsalis.html

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