Rupes Recta
Rupes Recta

Quadrante13

 

http://www.astrobin.com/full/159593/C/

 

 

Vários autores relatam que a escarpa tem de 250 a 300 metros de altura, mas as últimas medidas através da sombra projetada sugerem que pode ter até 450 m acima do chão ocidental da bacia. Apesar das aparências, a Muralha reta não é um penhasco, embora seja relativamente íngreme, eleva-se acima da planície em um ângulo pouco maior do que 20 °.
A parte estreita da parede, (tradicionalmente chamado de Railway por observadores britânicos) é agora oficialmente conhecida como Rupes Recta e termina no sul contra um amontoado de segmentos de cumes curtos que no século 17 o selenógrafo Christiaan Huygens comparou ao cabo de uma espada, com a linha da Muralha reta sendo a lâmina.
Se você ampliar a sua visão, vai notar as fatias de paredes através do chão inundado de lava de uma velha e sem nome cratera em ruínas que meu amigo Charles Wood chama de "Ancient Thebit", sendo que a própria Thebit com 57 km de largura situa-se na margem direita da foto. O aro de 200 km de largura desta antiga Thebit (indicada pela linha pontilhada laranja) está bem definido, mas a sua borda ocidental é marcada apenas por cristas de rugas em forma de arco.
Embora alguns pesquisadores tenham notado que Rupes Reta é aproximadamente radial à bacia Imbrium, e, assim talvez, a ela relacionada, é muito mais evidente que tem uma relação muito mais próxima com a Antiga Thebit. Acredita Wood que a AntigaThebit foi formada na borda da bacia de impacto Nubium e que a parede oeste da cratera acabou por ser soterrada pelos fluxos de lava que inundaram a bacia. Esta é essencialmente a mesma sequência que ocorreu em Sinus Iridum na bacia Imbrium, e Fracastorius na borda da bacia do Nectaris. Uma boa porção do piso da Antiga Thebit cedeu para acomodar o afundamento da bacia. Esta é novamente muito semelhante a Fracastorius, a qual é cortada por uma fenda delicada onde o piso afundou.
Finalmente, se você olhar com cuidado em boas condições de visão, você deve ver uma pequena rille paralela a Rupes Recta, a oeste e ao norte da brilhante cratera Birt. Cada ponta deste rille, conhecido como Rima Birt, termina em uma pequena cova denominadas Birt "E" e "F". Rima Birt é um desafio para os observadores amadores e para os cientistas que tentam explicar por que ele está lá. Devido a pequena cova no extremo norte do rille ficar perto da borda da Antiga Thebit, podemos especular que as fraturas associadas com o aro formaram um caminho fácil para as lavas entrar em erupção na superfície lunar, produzindo uma cúpula, colapsos, um canal de lava e, talvez, um pequeno depósito de cinzas e detritos propelidas por gás.
As pequenas crateras indicadas por letras maiúsculas, são crateras satélites de Birt e Thebit.
Fonte: Charles Wood - Sky & Telescope
Adaptação: Avani Soares

 

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